quarta-feira, 29 de abril de 2020

Bispo de Bafatá explica que estado de emergência está a afetar muitas famílias


O bispo de Bafatá, na Guiné-Bissau, disse que num “dos 10 países mais pobres do mundo” o estado de emergência decretado por causa da pandmeia Covid-19 está a afetar a vida de muitas famílias, com o confinamento em casa.
“As pessoas não têm dinheiro para comprar o peixe, a carne, bastante e deixar armazenados até porque não teria como conservar. A maioria das pessoas nem tem luz elétrica, nem frigorífico, nem nada”, conta D. Pedro Carlos Zilli.

Num vídeo divulgado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o bispo da Diocese guineense de Bafatá sublinha que as “dificuldade são enormes” no país lusófono e, “às vezes, na mesma casa moram muitas pessoas”.

O confinamento em casa, por causa da pandemia do novo coronavírus, pode revelar-se dramático, grande parte da população vive de uma economia informal, e o estado de emergência levou ao encerramento de mercados, das fronteiras e provocou um aumento nos preços dos bens de primeira necessidade.
D. Pedro Zilli é missionário na Guiné-Bissau há mais de 35 anos e explica que o país lusófono a “saúde é muito fraca”, em “tempos normais”, o Ministério da Saúde tem dificuldade mas destaca o seu trabalho e dos “médicos, enfermeiros”, de “sensibilização, de prevenção, de acompanhamento da situação” e o Governo, para além da Igreja.
“A Igreja Católica, através da Caritas, das paróquias, tem feito um bom trabalho de sensibilização, de prevenção, de ajudar as pessoas. A nossa rádio ‘Sol Mansi’ tem feito, graças a Deus, um bom trabalho nesse sentido também”, assinalou o bispo natural do Paraná, no Brasil.

A Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, que também monitoriza a liberdade religiosa no mundo, contabiliza que os cristãos representam cerca de 13% da população na Guiné-Bissau, os muçulmanos com mais de 45% são a religião principal, e 40% dos guineenses segue as religiões tradicionais.
“Temos rezado muito. Nós, os católicos, os evangélicos, os muçulmanos, a religião tradicional, todos estão em oração. Pedindo a Deus forças para trabalhar ainda mais, com coragem, na luta desta pandemia, deste sofrimento. E pedindo a Deus para que acabe com isso tudo, que Deus nos dê a graça de retornar à normalidade, ao nosso dia-a-dia”, desenvolveu o bispo de Bafatá.

D. Pedro Zilli partilhou que também tem “rezado bastante, talvez até mais do que noutros tempos”, divulga o secretariado português da AIS.
“Na minha oração coloco sempre o nosso mundo, a nossa África, a nossa Guiné-Bissau, o nosso Brasil, o nosso Paraná. Coloco todos nós na minha oração”, assinalou o bispo brasileiro.

Os bispos das dioceses católicas da Guiné-Bissau – D. Pedro Carlos Zilli  e D. José Camnate na Bissign (bispo de Bissau) – lançaram uma recolha de fundos, dentro e fora do país, para que as Cáritas guineenses possam ir ao encontro dos mais necessitados na luta contra a pandemia de Covid-19 no país lusófono

Rispito.com/Eclesia, 26/04/2020

sábado, 28 de março de 2020

Papa Francisco reza pela humanidade numa praça S. Pedro completamente vazia

Um momento nunca antes visto. O Papa reza pela humanidade numa Praça de São Pedro completamente vazia. Mas os fiéis foram convidados a acompanhar espiritualmente o Santo Padre nesta oração e bênção "urbi et orbi", também ela histórica.
O Papa Francisco a caminhar sozinho na Praça de São Pedro, no Vaticano, que está habitualmente repleta de fiéis, mas que esta sexta-feira mostra-se ao mundo completamente vazia. Uma imagem poderosa de uma oração histórica pela humanidade e pelo fim da pandemia do novo coronavírus que já fez mais de meio milhão de infetados e causou a morte a mais de 22 mil pessoas em todo o mundo.
Após a oração, a bênção urbi et orbi - expressão em latim que quer dizer "para a cidade e para o mundo" - dada esta tarde pelo Santo Padre também foi única. O Papa só concede esta bênção em três ocasiões, quando é eleito sucessor de Pedro, no Natal e na Páscoa.

Os tempos de incerteza provocados pelo surto do novo coronavírus levou o Sumo Pontífice a convocar os fiéis de todo o mundo para o seguirem espiritualmente neste momento histórico de oração pela humanidade, uma vez que devido às medidas para conter a propagação do novo coronavírus a Praça de São Pedro está vazia.
A Palavra de Deus e a adoração do Santíssimo Sacramento, "neste tempo de provação", numa eucaristia dirigida a todo o mundo, com o Papa a dar, por fim, a bênção urbi et orbi, que concede indulgência plenária, ou seja, o perdão dos pecados.
"Estamos todos neste barco. Ninguém se salva sozinho", disse o Papa Francisco neste momento de fé, no qual pediu pelo fim da pandemia do novo coronavírus. Falou dos médicos, dos enfermeiros, dos trabalhadores dos supermercados e das limpezas, das forças policiais, dos bombeiros, dos sacerdotes e religiosas e dos voluntários que todos os dias estão na luta para ajudar a população que enfrenta uma crise sem precedentes.
"Podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que no medo reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas", disse o Papa na cerimónia transmitida para todo o mundo.

"Fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda"
"Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos", afirmou o Papa nesta eucaristia especial lembrando o que o mundo tem testemunhado nos últimos meses.
Nunca antes um Sumo Pontífice deu a bênção urbi et orbi numa praça de São Pedro vazia de gente quando as imagens deste local sempre mostraram uma praça repleta de fiéis.
O Santo Padre lembrou que, tal como os discípulos do Evangelho, "fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda", em que todos estão "no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento". "E, neste barco, estamos todos", destacou.

O apelo à solidariedade mundial bem como à união no combate à pandemia foi uma constante na homilia do Papa Francisco. "Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados «vamos perecer» (cf. 4, 38), assim também nós nos percebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos".
Os dias difíceis que o mundo está a atravessar mostram "a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades", disse Francisco. É preciso parar para pensar e mudar a nossa postura perante os outros, sublinhou o Papa.
"Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.", disse o Papa adiantando que "com a tempestade, caiu a maquilhagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso «eu» sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos".
Lamentou uma sociedade marcada pela "avidez de lucro", que se deixa consumir pelos bens materiais e "transtornar pela pressa".
"Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: 'Acorda, Senhor!'", pediu o Santo Padre.
"Que os santos apóstolos Pedro e Paulo, em cujo poder e autoridade confiamos, intercedam por nós diante do Senhor", ouviu-se na bênção dirigida à cidade e ao mundo.

Crucifixo 'milagroso' em oração histórica
Um ato de fé que vai permanecer na memória coletiva de muitos que atravessam dias difíceis no combate a um novo vírus, uma pandemia que está a afetar mais de 180 países.
No Vaticano, durante este momento de fé, dirigido a todo o mundo, esteve um crucifixo considerado 'milagroso'. Terá sido este mesmo crucifixo que, segundo os crentes, pôs fim à peste de 1522, em Roma. Refira-se que o Santo Padre rezou diante deste crucifixo a 15 de março, quando visitou a igreja de São Marcelo al Corso, na capital italiana, onde fez uma oração especial para pedir o fim da pandemia.
Este crucifixo de madeira, que data do século XV, é venerado desde 1519, ano em que um violento incêndio destruiu a igreja de São Marcelo al Corso. As chamas pouparam apenas a imagem de madeira que estava no altar e logo os fiéis disseram tratar-se de um milagre. Desde então, os mais devotos começaram a reunir-se para rezar junto do crucifixo de madeira.Em 1522, a imagem de madeira foi levada em procissão pelas ruas de Roma, que estava a ser devastada pela peste. A procissão durou 16 dias e, no final, quando o crucifixo regressou à igreja de São Marcelo al Corso, a peste tinha terminado.
 
Fonte: Diário de noticias (28.03.2020)

quarta-feira, 18 de março de 2020

Orientações dos Bispos da Guiné-Bissau sobre a emergência COVID-19


DIOCESE DE BISSAU                                                         DIOCESE DE BAFATÁ



 Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo,
dando continuidade à nossa carta do dia 13 deste mês de março, em que propusemos medidas de higiene no combate à difusão da pandemia do COVID-19 (Coronavírus), e dando seguimento às medidas tomadas pelo Estado, nós, Bispos da Guiné-Bissau, achamos necessário tomar novas decisões para colaborar na sensibilização e prevenção desta grave doença.

A) Sensibilização:

1. Utilizar Rádios e redes sociais para informar e sensibilizar a população sobre a gravidade da situação e os comportamentos a serem mudados para evitar a difusão do vírus. Pede-se a cada paróquia e comunidade de entrar em contacto com os responsáveis destes meios para que haja a maior informação e sensibilização possíveis. A Rádio Sol Mansi será o Centro onde preparar spots e programas a serem divulgados;

2. Formar o pessoal das estruturas diocesanas para colaborarem com a Saúde Pública na sensibilização e prevenção, ajudando os que beneficiam destes serviços, a assumirem atitudes positivas que evitem a propagação do vírus;

3. Produzir e difundir material de sensibilização;

4. A Caritas e os demais centros habilitados retomem a produção de lixívia, para permitir à população de ter acesso, com um custo reduzido, a este produto fundamental para a prevenção desta doença;

B) Prevenção:

1. As aulas nas Escolas sob a responsabilidade da Igreja Católica serão suspensas;

2. Serão suspensas as celebrações de missas, inclusive as de corpo presente, vias-sacras, catequeses, retiros, encontros de grupos e movimentos, ensaios de cantigas, etc;

3. As celebrações dos sacramentos previstas para a Festa de Páscoa serão adiadas;

4. Para permitir a participação espiritual dos fieis, as missas dominicais, às 10 horas, serão transmitidas pela Radio Sol Mansi;

5. Nas sextas-feiras da Quaresma, haverá, às 17,30 horas, a Via Sacra via Rádio e durante a semana programas de catequese e formação religiosa;

6. As igrejas permanecerão abertas para visitas dos fiéis, com possibilidade do Sacramento da Confissão. Baldes com água e lixivia serão colocados à entrada das igrejas;

7. As famílias se reunirão para orações diárias;

Nesta hora tão dramática para o mundo inteiro, pedimos orações para que o Senhor da Vida nos preserve desta doença. Ao mesmo tempo, exortamos a todos a seguirem as decisões desta carta, das autoridades sanitárias e entidades engajadas na defesa da saúde do nosso querido povo.
Apesar das limitações que o doloroso momento nos impõe, não percamos a esperança que se fundamenta na nossa fé em Cristo e no testemunho de muitos irmãos e irmãs que, pelo mundo, estão a enfrentar todos riscos para salvar vidas. Neste Tempo Santo da Quaresma, em que somos chamados à caridade mais intensa, encorajamos os padres, irmãs, famílias e jovens a se empenharem em favor dos mais carenciados. Ao pessoal da saúde, o nosso apoio, proximidade e oração.
Que Nossa Senhora, padroeira das nossas Dioceses, venha em nosso auxílio, infundindo forças em todos os que estão a lutar para pôr fim a este flagelo.


Bissau, 18 de março 2020.


Dom José Câmnate na Bissign                               Dom Pedro Carlos Zilli
        Bispo de Bissau                                                     Bispo de Bafatá

domingo, 1 de março de 2020

A Associação das Mulheres Católicas em assembleia constituinte

A Associação das Mulheres Católicas da diocese de Bissau é uma realidade bastante nova para a nossa diocese, mas não para a Igreja em geral. A comunidade anglófona, por exemplo, já tem esta associação, chamada "Group of Our Good Mothers" desde outubro de 2016. Também a paróquia da Catedral tem um grupo parecido, que nasceu no mesmo mês e ano.

A novidade consiste na intenção da nossa diocese de criar em todas as paróquias grupos parecidos que tenham as mesmas caraterísticas e finalidades. Foi neste sentido que, ontem, no liceu João XXIII, houve lugar uma "Assembleia Constituinte" que tinha como finalidade harmonizar e agrupar os diferentes grupos existentes na diocese, dando-lhes, se possível, uma mesma legislação.
Mas o que se propõe esta associação?

Os Estatutos da Associação de Mulheres Católicas da paróquia de N.S. de Candelária (que foram escolhidos como ponto de referência para as outras associações), no seu artigo 5, definem os objetivos:
- contribuir para a consciencialização do papel importante da mulher na Igreja Católica;
- criar uma boa colaboração com o clero;
- contribuir para o conforto social dos Padres, dos seminaristas,dos religiosos e religiosas;
- dar aos seus membros uma formação espiritual com vista a sua santificação pessoal e à evangelização do seu meio de vida, organizando recolhimentos, retiros e peregrinações no plano nacional e internacional;
- cultivar a solidariedade, espirito de entreajuda, assistência aos seus membros e a toda comunidade nacional;
- realizar sessões de trocas de ideias entre as paroquias de todas as Dioceses, organizar seminários de formação com vista a elaboração de projetos com fim lucrativo.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

As Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria celebram 50 anos de presença missionária

Mais conhecidas como as "Franciscanas de Egito", as irmãs chegaram à Guiné-Bissau no dia 24 de fevereiro de 1970, quer dizer, justamente 50 anos atrás, tendo sido convidadas pelo então superior da missão franciscana fr. Settimio Artur Ferrazzetta, mais tarde D. Settimio.
As nossas franciscanas prepararam-se durante um ano para este acontecimento, que culminou com uma solene celebração eucarística de agradecimento a Deus no dia 22 de fevereiro, em Cumura. A sublinhar a importância do evento, estava presente também a madre geral, ir. Maria Tita, e a sua vigária.

A congregação foi fundada pelo beata Maria Catarina Troiani, OSF, em 1868 no Cairo, Egito, e está atualmente espalhada em quinze países procurando sobretudo a evangelização da juventude, em particular das meninas pobres e desfavorecidas.

As irmãs estão presentes em Cumura e Quinhamel desde 1970, enquanto novas comunidades foram abertas em Quilele (1994) e em Nhacra-Teda (2014). O carisma do instituto pode ser resumido nestas poucas palavras: "Missionárias na clausura, contemplativas na missão".




sábado, 15 de fevereiro de 2020

Ordenação de dois diáconos josefinos do Murialdo em Bula


Os diáconos Máximo A. Mantija e Tonito Nunes Correia
Hoje foram ordenados dois novos padres no instituto dos Josefinos do Murialdo. A cerimónia aconteceu em Bula, no espaço diante da igrejinha dos padres josefinos e contou com a presença de muitos fiéis, amigos e familiares e de cerca de trinta padres, entre os quais alguns de outros países (Gana, Sierra Leoa, Nigéria). Presidiu a celebração eucarística o bispo de Bissau, D. José Camnate,com a seu lado o bispo auxiliar, D. José Lampra Cá, e o Provincial da Vice-Província de África dos Padres Josefinos.

Os neo-ordenados são dois jovens guineenses: Máximo Augusto Mantija e Tonito Nunes Correia. No fim da cerimónia foi anunciado que um vai ficar na Guiné, enquanto o outro irá para Brasil.

















domingo, 2 de fevereiro de 2020

Religiosos das duas dioceses juntam-se para celebrar o Dia da Vida Consagrada

Cerca de 90 religiosos e religiosas das duas dioceses aceitaram o convite de celebrar o Dia da Vida Consagrada em Bafatá no dia 1 de fevereiro. Foi um dia lindo, cheio de alegria, cantigas e danças, que começou com a partida de Bissau num autocarro "Carolina" de 55 lugares. O ligeiro atraso na partida (a bateria do transporte estava quase descarregada) não comprometeu o programa, que previa uma palestra com D. Pedro Carlos Zilli, presidente da COVIC-GB, a celebração eucarística e um almoço partilhado. Na parte da tarde houve um momento de recreio com músicas e danças.

O D. Pedro nos surpreendeu logo com uma alegre notícia: a Jornada Diocesana da Juventude deste ano terá lugar em Bissau e será interdiocesana, com  a passagem dos símbolos da JMJ 2022, quer dizer, a cruz peregrina e o ícone da Virgem Maria, protetora do povo romano. Na palestra o nosso bispo lançou-nos um desafio: mostrar com a nossa vida de religiosos felizes e realizados que a santidade é possível, não só, que é ao alcance de todos. O povo nos estima e admira, o povo gosta de nós. Devemos corresponder a tanta confiança.

Uma anedota curiosa. As irmãs de Bigene chegaram a Bafatá e logo perguntaram pela casa do bispo, mas ninguém sabia responder. Perguntaram pela paróquia e houve a mesma resposta. Finalmente perguntaram pelas irmãs e logo alguém mostrou o caminho para a casa delas. Em Bafatá a gente não conhece os padres, nem o bispo, mas conhece as irmãs!!