quarta-feira, 31 de março de 2021

Dom Pedro Zilli, Bispo de Bafatá, faleceu hoje, vitima do coronavirus

A IGREJA CATÓLICA NA GUINÉ BISSAU ESTÁ DE LUTO: FALECEU DOM PEDRO CARLOS ZILLI, BISPO DE BAFATÁ


A Conferência Episcopal Interterritorial do Senegal, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Mauritânia está de luto. A Igreja Universal está de Luto. 

Faleceu sua Excelência Dom Pedro Carlos Zilli, Bispo de Bafatá, cujo Lema Episcopal tirado da primeira Carta aos Coríntios 13, versículo 8 “O amor jamais passará”, faleceu esta quarta-feira, 31 de março de 2021, no Hospital de Cumura, situado a cerca de dez quilómetros de Bissau, onde esteve internado há mais de 15 dias recebendo o tratamento da Covid 19. O Bispo Zilli tinha 67 anos quando esta terrível notícia foi anunciada na pagina de comunicação da Diocese. Ele foi o Primeiro Bispo desta Diocese criada em 13 de março de 2001.


Poucas horas antes do Tríduo Pascal, quarta-feira, 31 de março de 2021, os fiéis da Diocese de Bafatá souberam da terrível notícia do desaparecimento de seu Bispo, Dom Pedro Carlos Zilli. Foi pastor desta segunda Diocese da Guiné-Bissau durante 20 anos e 19 dias, ou seja, desde a sua criação a 13 de março de 2001.


Nascido no Brasil no dia 7 de outubro de 1954 em Santa Cruz do Pardo no Estado de São Paulo. Dom Pedro Carlos Zilli, membro do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (PIME), viveu na Guiné-Bissau por mais de 30 anos. Com efeito, foi pouco depois da sua ordenação sacerdotal, a 5 de Janeiro de 1985, que chegou à missão de Bafata. Foi delegado do Bispo de Bissau para a zona pastoral de Cacheu e presidente da Comissão para a Formação dos Seminaristas Maiores, de 1986 a 1998, e Superior Regional do PIME da Guiné-Bissau, de 1993 a 1997.


Após 12 anos de presença na Guiné-Bissau, o Padre Pedro Carlos Zilli voltou ao Brasil no ano de 1998, onde foi nomeado Diretor Espiritual do Seminário Filosófico do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras e Vice-Superior Regional do instituto para o Brasil.


Quatro anos depois, foi nomeado Primeiro Bispo da Diocese de Bafatá, em 13 de março de 2001. Recebeu a ordenação episcopal em 30 de junho de 2001, tendo como principal consagrador Dom Albano Bortoletto Cavallin, Arcebispo de Londrina. Dom José Câmnate na Bissign e de Dom Giuliano Frigeni, como co-consagradores.


Até a data da sua morte, o Bispo de Bafatá era Presidente do Conselho de Administração da Rádio Sol Mansi e da Cáritas Guiné-Bissau. Antes de morre um dos seus desejos era para que todo guineense em particular os governantes trabalhassem para o desenvolvimento do país e que o amor jamais passe entre os fieis e igualmente entre os cidadãos guineenses.


Os restos mortais do saudoso Bispo já estão no morgue do Hospital Nacional Simão Mendes e a Igreja da Guiné Bissau promete posteriormente anunciar mais detalhes do funeral. Continuemos a rezar pelo repouso eterno do Dom Pedro Carlos Zilli.

terça-feira, 30 de março de 2021

S. Missa crismal antecipada na catedral de Bissau

 Apesar da situação de calamidade nacional e a presença sempre ameaçadora do Coronavirus, os fiéis da Diocese marcaram presença, hoje, na catedral de Bissau, mostrando assim a própria estima e colaboração com o seu Bispo e o clero diocesano em geral. 

Este ano, a s. Missa teve um tom mais simples e essencial, no respeito de todas as normas impostas pelo Governo (porte obrigatório da máscara, distanciamento, limpeza das mãos antes da comunhão, etc.). A destacar, no entanto, a tradicional apresentação dos novos missionários ou que reapareceram depois de uma longa ausência (como o p. Gino Rossi, josefino, que voltou depois de vinte anos de viragens pelo mundo fora). 

Pela primeira vez faltava D. José Câmnate que, desde as suas demissões do cargo no ano passado, evita de aparecer em público, a não ser quando a sua presença é indispensável ou muito desejada. 





terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Renúncia quaresmal para 2021

Prot. Nº 03/BGB/2021

 
               Às Paróquias e Missões das Dioceses de Bissau e Bafatá
Assunto: Destinação da Renúncia Quaresmal de 2021 - Casa de Acolhimento Bambaran

                                               

 «Vamos subir a Jerusalém...» (Mt 20, 18).

Quaresma: tempo para renovar  fé, esperança e caridade.

 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

iniciamos, na Quarta-feira de Cinzas, o Sagrado Tempo da Quaresma, ouvindo o forte apelo à conversão e à humildade: “arrependei-vos e acreditai no Evangelho”(Mc 1,15); “Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar” (Cf. Gn 3,19). Na Mensagem para a Quaresma, com o tema «Vamos subir a Jerusalém...» (Mt 20, 18). Quaresma: tempo para renovar fé, esperança e caridade, o Papa Francisco exorta-nos, dizendo: “Neste  tempo  de  conversão,  renovamos  a nossa  fé,  obtemos  a ‘água  viva’ da esperança e recebemos com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo”.

Para  a  Quaresma  deste  ano,  nós,  bispos  da  Conferência  Episcopal  do  Senegal, Mauritânia,  Cabo-Verde  e  Guiné-Bissau,  escolhemos  o  seguinte  tema  para  a  nossa Exortação: SÃO JOSÉ, PROTETOR DA SAGRADA FAMÍLIA E MODELO DE VIDA CRISTÔ. Deste modo, nos uniremos a toda a Igreja que está a celebrar os 150 anos de São José para Padroeiro da Igreja Universal,  declarado no  Decreto Quemadmodum Deus, de 08 de dezembro
de 1870, pelo Beato Pio IX. Com a Carta Apostólica Patris Corde, Coração de Pai, o Papa Francisco instituiu um ano dedicado a São José, pai adotivo de Jesus, de 08 de dezembro de 2020 a 08 de dezembro de 2021.

 

Para o ano passado, havíamos proposto que a Renúncia Quaresmal fosse destinada ao acolhimento, na Guiné-Bissau, dos dois Símbolos da Jornada Mundial da Juventude: a Cruz do Ano Santo e o Ícone da Virgem Protetora do Povo Romano (Salus Populi Romani). Na realidade, o recolhido foi destinado ao combate à Pandemia Coronavirus. 

 

Para este ano 2021, achamos por bem que a Renúncia Quaresmal seja destinada à Casa de Acolhimento Bambaran. Que nossas comunidades sejam generosas. Vamos entrar na Quaresma, no contexto doloroso da Pandemia. Sabemos que a Quarta-feira de Cinzas  e  as  Via-Sacras  são  muito  participadas.  Que  os  Párocos  e  Responsáveis das  Comunidades encontrem o melhor modo para a vivência destes momentos, no respeito ao distanciamento social, ao uso obrigatório de máscaras e lavagem das mãos à entrada das igrejas ou noutro ambiente propício para as celebrações (por exemplo, ao ar livre). 

 

Recorde-se que o Comunicado, datado de 06 de agosto de 2020, que enviamos às Comunidades, dá várias orientações, entre as quais: “é vedada a participação de idosos, de crianças de até 12 anos, de portadores de doenças crónicas (diabetes insulino dependentes, cardiopatia crónica, doenças respiratórias crónicas graves, imunodepressão, etc) e gestantes de risco”. A Rádio Sol Mansi e outros meios continuarão a dar o seu importante contributo para o favorecimento da participação de todos.  A todos nós, um bom Tempo de Quaresma com votos de boa preparação à Páscoa.

 

Bissau, Bafatá, 12 de fevereiro de 2021. 

 

Dom José Lampra Cá                         Dom Pedro Carlos Zilli

Administrador Apostólico de Bissau       Bispo de Bafatá

                             

 

Modificado o rito de imposição das Cinzas em tempo de pandemia

 

A  Congregação  para  o  Culto  Divino  e  a  Disciplina  dos  Sacramentos publicou uma nota especificando os procedimentos a serem seguidos pelos sacerdotes  durante  a  celebração  da  Quarta-feira  de  Cinzas,  início  da Quaresma: máscara e fórmula recitada apenas uma vez

A situação de saúde causada pela crise pandêmica do coronavírus continua exigindo  uma  série  de  atenções  que  também  se  refletem  em  âmbito litúrgico. Tendo em vista o início da Quaresma deste ano, na quarta-feira 17 de  fevereiro,  a  Congregação  para  o  Culto  Divino  e  a  Disciplina  dos Sacramentos publicou em seu site as disposições a serem seguidas pelos celebrantes no rito de imposição das Cinzas.

“Feita a oração de bênção das cinzas e depois de as ter aspergido com água benta sem dizer nada - precisa a nota -, o sacerdote, voltado para os presentes, diz uma só vez para todos a fórmula que se encontra no Missal Romano: ‘Convertei-vos e acreditai no Evangelho’, ou ‘Lembra-te que és pó da terra e j terra voltarás’.”

Depois, prossegue a nota, “o sacerdote lava as mãos, coloca a máscara protegendo o nariz e a boca, e impõe as cinzas a todos os presentes que se aproximam dele, ou, se for mais conveniente, aproxima-se ele do lugar daqueles que estão de pé. O sacerdote pega nas cinzas e deixa-as cair sobre a cabeça de cada um, sem dizer nada”.