terça-feira, 6 de novembro de 2018

Entrevista ao p. Jaquité (2a parte)

P. Jaquité: “O que nos une é muito maior do que o que nos possa dividir"

O padre Jaquité fala-nos da Guiné-Bissau e do trabalho que aí tem desenvolvido e comenta o pontificado do Papa Francisco.

Rui Saraiva – Porto

O padre Keylândio Abdulai Jaquité é sacerdote católico da Guiné-Bissau que, no entanto, nasceu muçulmano. Esteve 2 anos em Portugal para concluir um mestrado em psicologia na Universidade Católica e, ao mesmo tempo, foi vigário paroquial na Paróquia do Santíssimo Sacramento na diocese do Porto. Antes do seu regresso à Guiné-Bissau concedeu uma entrevista à Rádio Vaticano da qual transmitimos agora a 2ª parte. O padre Jaquité fala do seu país e começa por referir os trabalhos que tem desenvolvido no Seminário junto dos mais jovens e também no âmbito do diálogo inter-religioso.
R: Enquanto sacerdote chamado a trabalhar na formação da juventude eu senti que era uma responsabilidade. Dei tudo o que podia para o bem da Igreja. E enquanto sacerdote nas comunidades onde trabalhei também tentei ser essa figura de Cristo presente no seu povo. E já agora acrescento uma outra parte que também acho interessante: participei várias vezes em encontros, se calhar, porque sou de origem muçulmana convertido ao catolicismo, no trabalho que a Igreja da Guiné faz no diálogo inter-religioso. A Igreja tem vindo a caminhar de mãos dadas com os nossos irmãos muçulmanos e evangélicos. Em diversas situações vai havendo intervenção no sentido de tentar ajudar. E temos tido bons resultados. Uma iniciativa, que existe já desde o tempo do nosso querido e saudoso bispo, Dom Settimio Arturo Ferrazzetta, primeiro bispo da diocese da Guiné na altura, hoje são duas, Bissau e Bafatá. Quando chegar dependerá daquilo que o bispo me pedir. Se me pedir para integrar, outra vez, esse grupo, com toda a vontade irei dar aquilo que aprendi aqui.

P: E esse caminho de diálogo inter-religioso tem sido no interesse das populações e na resolução de problemas concretos das populações?

R: Sim. Tem sido um trabalho interessante porque felizmente na Guiné nós temos essas religiões e a convivência entre as religiões é pacífica. O que dá mais maleabilidade para esse caminhar no diálogo nos trabalhos pastorais, com ideias um pouco diferentes dependendo dos dogmas e credos, mas, enfim, olhamos todos para aquela população a qual somos chamados a servir. Por isso, eu acho que é positivo continuarmos a caminhar nesse sentido.

P: De um ponto de vista mais social e político, como é que vê a situação na Guiné-Bissau nos últimos anos?

R: Nos últimos anos na situação na Guiné a Igreja tem tido uma postura, como sempre, de tentar fazer as pessoas perceberem… É verdade que houve períodos de instabilidade, mas, nós procuramos continuar a dizer às pessoas para procurarem o diálogo. Já estamos quase a celebrar os 20 anos daquele conflito político-militar que ceifou muitas vidas que deixou marcas de instabilidade governativa e política. Mas, a Igreja tem tido essa postura de mediação no sentido de não tomar partido mas de fazer as pessoas perceberem e ver que, de facto, o que nos une é muito maior do que aquilo que nos possa dividir.

P: Uma pergunta última sobre o pontificado do Papa Francisco. Vamos no 6º ano de pontificado. Que comentário, neste momento, ao pontificado do Papa Francisco?

R: Eu acho que fazer um comentário sobre o pontificado do Papa Francisco é olhar para esta figura que hoje temos como Vigário de Cristo na Terra, o Sucessor desta missão apostólica que Cristo deu a S. Pedro. É uma bênção, termos um Papa como este que tem uma visão muito mais ampla, no sentido de ir ao encontro das pessoas na suas realidades, nas suas periferias. É verdade que o Papa iniciou uma mudança, uma caminhada e, então, somos todos convidados a estar com ele, a rezar e a deixar que as coisas caminhem conforme o Espírito. Porque o Espírito de Deus está a agir como agiu outrora. O Santo Padre está a fazer um trabalho maravilhoso. E é verdade que desde os tempos antigos houve pessoas que poderão não estar de acordo e, às vezes, até hostis… Mas como disse o Santo Padre há pouco tempo: é preciso rezar e calar. Quem reza pede a ajuda de Deus e o calar é permitir esse silêncio para que o próprio Deus nos fale no nosso interior. E nós todos os cristãos que estamos espalhados pelo mundo fora somos convidados a estar com o Papa e a rezar com ele a pedir a esse Deus que o chamou das periferias para dirigir a Sua Igreja, que o assista e nos ilumine a nós. Mesmo nas nossas casas, às vezes, em alguns assuntos podemos discordar mas não deixamos de ser a mesma família. Portanto, somos famílias de Cristo e temos que perceber que rezando e procurando consensos é que poderemos caminhar juntos.
O padre Keylândio Jaquité fez-nos companhia nos últimos dois programas da rubrica “Sal da Terra, Luz do Mundo”. Regressou à Guiné-Bissau após a sua experiência de estudo e de trabalho pastoral na diocese do Porto. Para os guineenses e todos os que nos escutam no continente africano enviamos uma saudação muito amiga. Aquele abraço.

Laudetur Iesus Christus

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Entrevista ao p. Jaquité (1a parte)

Padre Jaquité: de muçulmano a sacerdote católico

Após uma passagem de 2 anos de estudo e trabalho pastoral em Portugal, o guineense padre Jaquité apresenta o seu testemunho de vida.
 
Rui Saraiva – Porto 

Keylândio Abdulai Jaquité nasceu muçulmano mas é sacerdote católico desde 12 de outubro de 2002, na Guiné-Bissau, um país onde os cristãos são apenas cerca de 20% da população.
O padre Jaquité esteve 2 anos em Portugal para concluir um mestrado em psicologia na Universidade Católica e, ao mesmo tempo, foi vigário paroquial na Paróquia do Santíssimo Sacramento na diocese do Porto. Está agora de partida para a Guiné-Bissau e em entrevista aborda esta experiência portuguesa e apresenta o seu testemunho de vida.

P: Esteve agora nesta experiência de estudos e também na Paróquia do Santíssimo Sacramento no Porto, de cerca de 2 anos, já tinha estado na diocese do Porto numa outra experiência de 6 anos, que balanço pode fazer nesta altura em que está quase de partida para a Guiné-Bissau?

R: Tive uma experiência positiva. Da outra vez tive uma experiência de 6 anos a viver na comunidade paroquial de São Martinho de Lordelo do Ouro e naquela altura não tinha nenhumas responsabilidades pastorais. Agora estou aqui na Paróquia do Santíssimo Sacramento numa experiência mais prática, como vigário paroquial, neste momento de partida o balanço é positivo. Aprendi muita coisa com gente boa que conheci nesta paróquia. Gente que vive a sua fé de um modo muito prático, gente disposta a dar tudo para o bem da Igreja e isto enriqueceu-me bastante. E penso que tenho também ajudado na experiência de tantas pessoas que conheci ao longo destes 2 anos.
Fiz o mestrado em psicologia, educação e recursos humanos e também ao nível da universidade tive uma experiência riquíssima porque para quem vem de um outro continente, de outra mentalidade, outra forma de viver, estar num ambiente como este aqui ajudou-me bastante e penso que também deixei alguma marca na universidade onde estudei.

P: Este mestrado e estes estudos vão agora ajudar no trabalho que vai desenvolver na Guiné-Bissau?

R: Com certeza. Eu desde que me ordenei trabalhei com jovens, estive no seminário menor e depois no seminário maior como formador e agora vou voltar. Não sei o que o senhor bispo me vai pedir, mas estou disposto, como sempre, para dar o meu contributo para o bem da Igreja na Guiné.

P: A sua história de vocação sacerdotal e de vocação cristã tem um percurso que creio irá interessar a quem nos está a ouvir porque nasce numa outra religião…

R: Eu costumo dizer às pessoas quando falo de mim: nós não nascemos cristãos, somos batizados para podermos ser cristãos, mas já para os muçulmanos o filho de um muçulmano é muçulmano. Eu nasci na religião islâmica e vivi até à idade da juventude e depois passei a ser cristão e hoje sou sacerdote. E esta experiência é enriquecedora de ter uma outra visão deste Deus que sou hoje chamado a servir nos altares.

P: Como foi essa mudança e esse conhecer Jesus Cristo?

R: É uma história muito longa e não poderia contar tudo aos ouvintes, mas poderei dizer que tive o primeiro contacto quando era adolescente. Na escola na Guiné existe a figura do professor catequista e foi ali que comecei a catequese. Depois deixei a catequese, por uma questão de conversa de adolescentes, mas mais tarde voltei a receber um convite para voltar a ir a uma missa numa Igreja dedicada a São José e foi lá que senti esta chamada para entrar e conhecer Jesus. Entrei na catequese, fui batizado, fiz o crisma e senti o chamamento para ir para o seminário e lá me formei e hoje estou a trabalhar para o bem da Igreja

P: Há quantos anos é que foi a sua ordenação?

R: Por acaso celebrei o aniversário da minha ordenação há dias. Ordenei-me no dia 12 de outubro de 2002 e foi exatamente na data que corresponde à data em que eu nasci. Tenho 16 anos de sacerdócio e vivo humildemente sempre procurando compreender melhor esse Jesus que me chamou a servi-lo.

P: E na Guiné o que é ser cristão católico?

R: Ser cristão católico na Guiné é uma experiência muito boa e muito edificante. Se olharmos para o mosaico em termos religiosos na Guiné podemos notar que temos cerca de 36% da nossa população que é muçulmana e temos os católicos e evangélicos que são cerca de 17% a 20%. E temos todo o resto que é a grande maioria que ainda está na religião tradicional africana. Portanto, ser cristão na Guiné é não só uma graça e uma alegria, mas é uma responsabilidade de dar um testemunho de fé nas ações, nas práticas diárias.

O padre Keylândio Jaquité voltará a estar na nossa companhia na rubrica da próxima semana de “Sal da Terra, Luz do Mundo”, na 2ª parte desta entrevista que nos concedeu no culminar da sua experiência de estudo e de trabalho pastoral na diocese do Porto. Regressa em breve à Guiné-Bissau e aproveitamos esta oportunidade para enviar a todos os guineenses e a todos aqueles que nos ouvem no continente africano uma saudação muito amiga.


Publicado em "Vatican News", a 25 de outubro de 2018.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Abertura do ano académico no Seminário Maior


O Seminário Maior interdiocesano deu hoje oficialmente início ao ano académico com a celebração da s. missa de abertura. Estiveram presentes quase todos os professores e alunos, e alguns formadores.  
O presidente da celebração foi o D. Pedro Zilli, bispo de Bafatá, o qual aproveitou a ocasião para encorajar os estudantes e os professores a viverem juntos como uma família, tendo uma abertura missionária sobre a Igreja universal. Ele mesmo informou que a sua diocese está numa nova etapa, tendo como programa para os próximos três anos: A Igreja anuncia o Evangelho com alegria”.
Na conclusão da s. Missa, o p. Marcos Baliu, secretário, tomou a palavra para apresentar os novos estudantes. Explicou que o número total dos alunos aumentou sensivelmente este ano, passando de 37 para 56! E' a primeira vez que o seminário maior tem tantos alunos. Eles são assim distribuídos: 18 no ano propedêutico, 14 no ciclo de filosofia e 24 no ciclo de teologia. Porque este aumento? Há fundamentalmente duas razões: o aumento de candidatos para o seminário (o grupo dos seminaristas "maiores" passou de 22 para 31), e o aumento dos estudantes "externos", que este ano é de 25, dos quais 14 franciscanos, 4 do PIME, 3 do Preciosíssimo Sangue,  2 irmãs franciscanas, uma irmã marianita e uma leiga consagrada.
 
Entre os novos professores vale a pena mencionar os recém-chegados dos estudos: p. Avito José Fernandes Araújo (que irá lecionar Sagrada Escritura) e o p. Florentino Encanha (que no próximo ano irá lecionar Teologia Espiritual).

Concluída a celebração eucarística, houve uma palestra cujo tema era: “A nova evangelização ao serviço da fé e do discernimento vocacional”.  O orador foi o fr. Renato Chiumento, professor de missiologia, o qual explicou que com este tema a Diocese de Bissau pretende continuar a sua caminhada, iniciada com o Sínodo diocesano de 2015-18 (sobre a Nova evangelização), mas também estar em comunhão com a Igreja universal, reunida neste momento em Roma para o "Sínodo dos jovens". Um sínodo que, na verdade, suscita muitas esperanças, quer no seio da Cúria Romana quer nas Igrejas particulares.




sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Começou em Roma o Sínodo dos jovens

O Sínodo dedicado aos jovens, cujo tema é: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” jà arrancou. Foi no dia 3 de outubro, em Roma, com a participaçao de 267 bispos vindos de todo o mundo. E pela primeira vez, depois da assinatura do acordo provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China, estarão presentes dois bispos da China continental.

A XV Assembleia geral ordinária terá sua conclusão em 28 de outubro, e contará com a participação de 34 jovens auditores, entre 18 e 29 anos. Trata-se do terceiro Sínodo convocado pelo Papa Francisco, e como explicou o cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo, “segue a linha das Assembleias anteriores, percorrendo sempre o caminho para a renovação da Igreja e da sociedade a partir das próprias bases: a família e os jovens que garantem as futuras gerações”. A Igreja está pronta para se por “à escuta da voz, da sensibilidade e da fé dos jovens, mas também quer ouvir suas críticas e dúvidas”, disse Baldisseri. “O tema dos jovens é um desafio e a Igreja não tem medo de enfrentá-lo, mesmo que seja difícil e insidioso”.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Primeira reunião do Conselho pastoral diocesano

No dia 26 de setembro, sob a presidencia de D. José Camnate na Bissign, reuniu-se o "Conselho pastoral diocesano" estando presentes 24 participantes. Na ordem do dia constavam os seguintes pontos: a) Análise da situação socio-política; b) Apresentação do tema do novo ano pastoral; c) Revisão da nomenclatura dos órgãos diocesanos de pastoral e programação do ano pastoral 2018/2019; d) Jubileu do SCEAM.


Abordando o primeiro ponto, o Dr. José António Mendes Pereira, consultor jurídico da diocese, falou da situação preocupante do país, com um governo de transição muito fragil e com poucos meios economicos, que está a organizar as eleições (previstas para 18 de novembro) num clima de grande tensão e fragmentação (calcula-se que já temos 46/47 partidos politicos registados). Mencionou as "engenherias jurídicas" da classe dirigente que prefere as soluções provisórias à observância das normas jurídicas.

Em seguida, o fr. Renato Chiumento, apresentou com um power-point, o tema do ano pastoral que foi escolhido pelos nossos dois bispos: "A nova evangelização ao serviço da fé e do discernimento vocacional". Explicou o sentido dos diferentes termos e quais são as implicações e os desafios que encerram. Disse que nos próximos dias será publicado um subsídio de acompanhamento para uma melhor compreensão e aplicação do tema na vida da diocese.

Finalmente, o p. Francelino António Nhaga, vigário judicial da diocese, apresentou a nova nomenclatura dos órgãos diocesanos de pastoral, explicando que "os nomes mudam, mas a estrutura ou organigrama da diocese continua como está". Eis algumas mudanças de terminologia.
  • A assembleia diocesana de pastoral chama-se agora "Sínodo diocesano" (SD); 
  • O secretariado diocesano de pastoral chama-se "Conselho diocesano de pastoral" (CDP);
  • O setor pastoral chama-se "Vigararia forânea" (VF);
  • O Conselho pastoral de setor chama-se "Conselho pastoral da Vigararia Forânea" (CPVF).
  Por outro lado, as comissões diocesanas continuam com a mesma designação: a comissão da catequese, por exemplo, continua com o mesmo nome: "Comissão diocesana de catequese" (sigla: CDC). E assim todas as outras comissões diocesanas.

O mesmo orador apresentou também o documento sobre o "Jubileu do SCEAM" (=Simpósio das Conferências Episcopais de Africa e Madagascar): quer dizer, a celebração dos 50 anos de fundação desta instituição que coordena todo o trabalho pastoral da Igreja católica em Africa. Segundo a intenção dos bispos africanos, este Jubileu, cujo tema é: Igreja-família de Deus em Africa, celebra o teu Jubileu! Proclama Jesus Cristo, teu Salvador, tem como objetivo: "Celebrar em acção de graças as maravilhas de Deus, o dom do batismo e da Igreja. Reviver o caminho percorrido em vista de nos enraizarmos em Cristo e nos comprometermos decididamente com fé na missão da proclamação do Evangelho com os factos e em palavras."

Na conclusão do encontro, D. José tomou a palavra para agradecer a presença e a disponibilidade de todos e fez votos que este ano pastoral seja belo e fecundo, apesar dos muitos desafios que estão à nossa frente.


sábado, 15 de setembro de 2018

A diocese de Bissau tem novo padre

Maiuca Gomes Tè, filho de Tcami Té e de Bato Cá, ambos falecidos, nasceu em Takir, zona de Antula (Bissau), a 1 de Maio de 1981. Viveu uma infância muito difícil: não tendo dinheiro para ir à escola, ele mesmo ia pescar todos os dias para sustentar os seus estudos.
Mais tarde, as irmãs de N’Dame notaram este menino e decidiram ajudá-lo. No mesmo tempo ele começou a frequentar a catequese tendo sido batizado em Antula no dia 23 de Maio de 2004. Neste mesmo ano Maiuca entrou no seminário menor diocesano, atraído pelos missionários do PIME, em particular pelo p. Leopoldo Pastori, responsável do centro de espiritualidade de N’Dame. Em 2008 ingressou no seminário maior para os estudos de filosofia e teologia. Tendo concluído a teologia, fez o “ano diaconal” em Bôr (2015/16), para depois ser enviado a Suzana, onde foi ordenado diácono a 17 de Dezembro de 2016. Nesta paróquia ele foi ordenado padre no dia 15 de Setembro de 2018.

A celebração, muito bem preparada e vibrante, contou com a presença dos dois bispos da diocese e dezasseis padres concelebrantes. O sagrado rito começou na casa do “padrinho” com uma procissão que acabou diante da igreja, onde os bispos o atendiam. O momento mais tocante foi quando o neo-ordenado, querendo agradecer as muitas pessoas que o ajudaram na sua caminhada ficou tão emocionado que não conseguia ir em frente e teve de interromper o seu discurso.
No fim, a sua comunidade de origem (Antula) quis vesti-lo com os trajes do homem velho (=ancião) pepel, colocando-lhe pano, chapéu e machado. Um almoço comunitário, oferecido a todos os hóspedes, concluiu dignamente este dia tão emocionante.






quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Duas irmãs franciscanas fazem profissão perpétua

Trata-se de ir. Maria Paula Waga e de ir. Maria Bernardina Julieta Júlio Albino Aníbal, respectivamente de 29 e 30 anos de idade. As duas professas pertencem à congregação das Irmãs Franciscanas do Coração Imaculado de Maria. A cerimónia religiosa teve lugar em Quilele (comunidade da Sagrada Família) no dia 8 de setembro, durante a celebração eucarística presidida pelo D. José Lampra Cá; os votos foram recebidos pela Delegada Geral.