sábado, 15 de fevereiro de 2020

Ordenação de dois diáconos josefinos do Murialdo em Bula


Os diáconos Máximo A. Mantija e Tonito Nunes Correia
Hoje foram ordenados dois novos padres no instituto dos Josefinos do Murialdo. A cerimónia aconteceu em Bula, no espaço diante da igrejinha dos padres josefinos e contou com a presença de muitos fiéis, amigos e familiares e de cerca de trinta padres, entre os quais alguns de outros países (Gana, Sierra Leoa, Nigéria). Presidiu a celebração eucarística o bispo de Bissau, D. José Camnate,com a seu lado o bispo auxiliar, D. José Lampra Cá, e o Provincial da Vice-Província de África dos Padres Josefinos.

Os neo-ordenados são dois jovens guineenses: Máximo Augusto Mantija e Tonito Nunes Correia. No fim da cerimónia foi anunciado que um vai ficar na Guiné, enquanto o outro irá para Brasil.

















domingo, 2 de fevereiro de 2020

Religiosos das duas dioceses juntam-se para celebrar o Dia da Vida Consagrada

Cerca de 90 religiosos e religiosas das duas dioceses aceitaram o convite de celebrar o Dia da Vida Consagrada em Bafatá no dia 1 de fevereiro. Foi um dia lindo, cheio de alegria, cantigas e danças, que começou com a partida de Bissau num autocarro "Carolina" de 55 lugares. O ligeiro atraso na partida (a bateria do transporte estava quase descarregada) não comprometeu o programa, que previa uma palestra com D. Pedro Carlos Zilli, presidente da COVIC-GB, a celebração eucarística e um almoço partilhado. Na parte da tarde houve um momento de recreio com músicas e danças.

O D. Pedro nos surpreendeu logo com uma alegre notícia: a Jornada Diocesana da Juventude deste ano terá lugar em Bissau e será interdiocesana, com  a passagem dos símbolos da JMJ 2022, quer dizer, a cruz peregrina e o ícone da Virgem Maria, protetora do povo romano. Na palestra o nosso bispo lançou-nos um desafio: mostrar com a nossa vida de religiosos felizes e realizados que a santidade é possível, não só, que é ao alcance de todos. O povo nos estima e admira, o povo gosta de nós. Devemos corresponder a tanta confiança.

Uma anedota curiosa. As irmãs de Bigene chegaram a Bafatá e logo perguntaram pela casa do bispo, mas ninguém sabia responder. Perguntaram pela paróquia e houve a mesma resposta. Finalmente perguntaram pelas irmãs e logo alguém mostrou o caminho para a casa delas. Em Bafatá a gente não conhece os padres, nem o bispo, mas conhece as irmãs!!
















quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Concluiu-se o XIV encontro dos Bispos dos Países Lusófonos

Oração pela paz em Bafatá, com a presença dos Bispos Lusófonos
O XIV encontro dos Bispos dos Países Lusófonos, agendado de 16 a 21 de janeiro de 2020, já está no fim. Participaram nove Bispos de cinco países: Angola, Brasil, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. Eis os seus nomes:
- D. Filomeno Vieira Dias, Arcebispo de Luanda e Presidente da CEAST;
- D. António Jaka, Bispo de Benguela e secretario do CEAST;
- D. Manoel João Francisco, Bispo de Cornélio Procopio e Presidente da Comissão Episcopal para o   Ecumenismo e o Diálogo interreligioso;
- Cardeal Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa e Presidente da CEP;
- D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa;
- D. Manuel dos Santos, Bispo de S. Tomé e Príncipe;
- D. José Câmnate na Bissign,Bispo de Bissau;
- D. Pedro Carlos Zilli, Bispo de Bafata;
- D. José Lampra Cá, Bispo Auxiliar de Bissau.
A completar o grupo havia também:
- P. Manuel Barbosa, Secretario da CEP;
- Jorge Líbano Monteiro, Presidente da FEC.
Tendo como lema: "O dialogo interreligioso na construção da paz e do desenvolvimento nos países lusófonos", o encontro permitiu aos participantes de conhecer melhor a realidade da Igreja na Guiné-Bissau com as suas obras. Não faltaram momentos de oração ecuménica e interreligiosa (em Bafatá), como também uma visita à Universidade Católica da Guiné-Bissau (em Bôr, perto de Bissau) e um encontro com os fiéis da Diocese de Bissau em Brá, onde se falou de como relacionar-se com os fiéis de outras religiões.
Visita à Universidade Católica da Guiné-Bissau
Embora seja cedo para traçar um balanço desta visita, ela certamente serviu para reanimar e encorajar os cristãos das nossas duas dioceses e para reforçar os laços de amizade e de colaboração entre as dioceses dos países lusófonos.




quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Fundador da "Casa do menor" visita a Guiné

Renato Chiera é um camponês, filho de camponeses. Nasceu há 77 anos em uma família pobre, mas unida, com 8 filhos, em uma pequena cidadezinha da região do Piemonte, Roracco, no norte da Itália. “Aos 8 anos – conta – que queria ser como João Bosco”. Aos 12 entrou no seminário para ser padre.

Queria viver pelos outros. Logo que foi ordenado, sentiu que o seu coração estava “inquieto”, e quis “sair pelo mundo afora”. “Tive o privilégio de viver o pré-Concílio, o Concílio e o pós-Concílio. Sentia-me muito ‘apertado’ na minha diocese. Sonhava com horizontes maiores”. Um dia o bispo de Mondovì lhe propôs a possibilidade de ser missionário no Brasil, na diocese de Nova Iguaçu, a grande e violenta periferia do Rio, como sacerdote Fidei Donum. Era o ano de 1978. Desde então o coração do padre Renato bate pelo mundo dos descartados e pelo Brasil.
Deixou a cátedra de filosofia para entrar nas periferias geográficas e existenciais da Baixada Fluminense, “atraído -  revela – por Jesus que sofre e grita o seu abandono em um povo desenraizado, sem esperança e não amado”. Logo sente que encontrou o seu lugar e a sua Igreja.

O p. Renato está nestes dias aqui na Guiné-Bissau, visitando as duas dioceses à procura de meninos de rua pelos quais quer abrir uma outra "casa do menor", como no Brasil. A realidade africana é diferente da do Brasil, mas os pobres e os marginalizados vivem os mesmos sofrimentos a todas as latitudes. O p. Renato estará na Guiné até ao dia 31 de dezembro de 2019. 

Contato no facebook: https://pt-br.facebook.com/PadreRenatoChiera.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

O P. Domingos da Fonseca regressa à casa do Pai

Luto na Igreja Católica da Guiné-Bissau pelo falecimento inesperado do P. Domingos da Fonseca, que foi vigário geral da diocese de Bafatá e pároco da paróquia de Bambadinca. Ele faleceu na quinta-feira à noite, em Ziguinchor, por causa de problemas ligados à insuficiência renal.

O p. Domingos nasceu em Bolama a 27 de novembro de 1955, foi ordenado diácono a 18 de setembro de 1983 e sacerdote a 30 de dezembro de 1984.Ele foi um dos primeiros padres ordenados da diocese de Bissau.

Tinha uma licenciatura em Teologia Dogmática e uma outra em Sociologia. Deixa-nos um interessante estudo sobre Os Mancanhas. Nestes últimos anos lecionava Teologia Dogmática no seminário maior inter-diocesano. A nível do Estado da Guiné, foi nomeado presidente da Comissão organizadora da Conferencia Nacional para a Reconciliação e a Paz. Na altura da tomada de posse, em maio de 2015, o malogrado apontou a promoção da paz como o seu principal objetivo. Paz que se constrói através do diálogo. O padre Domingos da Fonseca pediu sempre aos guineenses para "adotarem o diálogo como ferramenta para a solução de problemas" para chegarem a consensos.
"Não há dificuldade que não possa ser superada quando existe uma boa vontade política e um amor e paixão pelo diálogo", afirmou numa das suas declarações à imprensa.

O p. Domingos deixa-nos um vazio enorme, pelas muitas qualidades que tinha: humildade, coragem, paixão pela missão. Era verdadeiramente um sábio e um mestre de vida.